Uma moto que nasce pronta para correr, saiba mais sobre a TM 300 2T de Ty Cullins.

Saiba mais sobre a TM 300 EN que o piloto norte americano Ty Cullins está utilizando o Campeonato Mundial de Super Enduro.

Photo Credit: Enduro21/Andrea Belluschi

O campeão júnior de EnduroCross, Ty Cullins e sua equipe Wieczoreck GP Racing estão abrindo caminho na categoria Junior e fazendo sua presença com algumas vitórias gerais nos GPs.

As ultimas rodadas provaram o quão difícil e imprevisível é a classe Junior, onde Gremlins  está impedindo Cullins de alcançar os resultados que ele esperava. Mas eles continuam no meio da disputa do título e de ação e a próxima etapa que vai acontecer na Polônia, em 14 de março, será muito disputada.

A equipe Wieczoreck GP Racing não é estranha no Mundial de Super Endur, onde deu suporte para Benjamin Herrera nas últimas temporadas. A equipe é dirigida pelo experiente Mike Schmidt, importador austríaco da TM Racing, que tem uma vasta experiência em diferentes esportes off-road desde à década de 1970.

Isso é o suficiente para as pessoas, ou seja, a moto de Ty Cullins está pronta para enfrentar os maiores desafios da modalidade.

Photo Credit: Enduro21/Andrea Belluschi

Um dos diferencias das motocicletas da TM é que elas saem das concessionárias como motos de corrida, totalmente equipadas com equipamentos de ponta.

Os motores da TM são notoriamente fortes e o 300 tempos é um animal que não precisa de ajustes. Cullins utiliza o motor, a caixa de ar e o filtro padrão, além do sistema de escape HGS padrão – nenhuma mudança é necessária.

O único ajuste na moto é a carburação, os mecânicos fazem uma “configuração especial” para se adequar às corridas internas e às pistas  de Super Enduro. “É uma configuração específica para ambientes internos”, explica Mike Schmidt, da TM Racing Germany, “você pode usar um ajuste mais magro em ambientes fechados e ajustar para ter mais resposta ao abrir o acelerador, mas essa é a única alteração em relação ao motor padrão. ”

Na verdade, eles estão executando a mesma configuração que Benjamin Herrera usou em 2018. “Depois de trabalhar com ele, sabíamos o que funcionava para facilitar as coisas”, acrescenta Schmidt.

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Foram feitas mudanças na relação para se adequar a Cullins

A equipe Wieczoreck GP Racing admite que tentou algumas opções diferentes de relação  durante a temporada de 2020, mas basicamente é menor na frente e maior na traseira. “A moto padrão que pilotamos nas temporadas anteriores usavam 13-51, mas Ty usa 12-53.” Confirma Mike. “Nunca usamos essa combinação, mas Ty a queria assim.”

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Suspensão pela lenda dos EUA, Ty Davis

“A configuração da suspensão não é nada de especial, mais como uma regra geral no off-road, realizamos pequenos ajustes, deixando a moto boa para tudo.” Explica Cullins sobre suas preferências pessoais da motocicleta, onde realizou ajustes nas molas e amortecedores. “Eu poderia pegar essa moto e andar de motocross ou um GP em casa e vai dar certo”.

A TM vem de fábrica com um conjunto de suspensão de primeira linha.

A suspensão KYB é na verdade o conjunto que Cullins usa em casa nos EUA, que ele embarcou no início da temporada 2020 na Polônia. A lenda off-road dos EUA Ty Davis faz o trabalho na suspensão – que é a fama de Ty Davis, do ZipTy.com.

Photo Credit: Enduro21/Andrea Belluschi

Mas e quanto a essa configuração, certamente tem algo diferente para acertar esses troncos com tanta força? “Normalmente, gosto dos meus garfos um pouco mais duros que o choque, porque não gosto quando eles caem quando dou um pulo ou bato em algo duro.” Explica Cullins. “Particularmente, com o garfo, ao atravessar as rochas, não gosto de dar fim de curso, mas gosto de seguir em frente.”

Photo Credit: Enduro21/Andrea Belluschi

Você trouxe muitas peças dos EUA?

Transportar todas as suas peças da moto dos EUA pode parecer um trabalho árduo, mas quando você sabe que sua configuração funciona, por que não? “Trazer as peças de casa sempre foi um plano.” Ty nos diz. “Realmente, eu só trouxe a suspensão de lá. A maioria das outras partes foram enviadas para a equipe e eles colocaram na moto. ”

Isso inclui uma pitada de peças que os entusiastas perceberão que estão montadas em várias motos rodando em Super Enduro, Enduro Cross, além de grandes eventos de enduro extremo no cenário mundial.

Como o protetor de motor da AXP Racing, que conta com o protetor de link da suspensão que se estende da parte traseira do protetor.

Photo Credit: Enduro21/Andrea Belluschi

O assento é original (espuma moldada), mas a capa da Bud Racing é personalizada pela equipe – Ty afirma que faz uma diferença mínima para ele, principalmente em ambientes fechados, porque o design extra aderente mantem o piloto em cima da moto.

Outra parte não muito comum são as pedaleiras d Raptor Titanium – utilizadas também nas máquinas Factory  KTM e Husqvarna, por exemplo. “É o que eu uso em casa e eu realmente gosto deles, então achei que era a melhor coisa para correr aqui também.” Diz Ty.

O Raptor faz uma série de opções para descer mais e mais para trás (5 mm para baixo e 5 mm para trás é comum), mas Cullins diz que essas são as mesmas posições das originais da  TM.

Photo Credit: Enduro21/Andrea Belluschi

No topo, o guidão é Neken e claramente mais plano que o original, “algo parecido com o formato Renthal 999”, explica Cullins (embora ele não conseguisse se lembrar exatamente qual curvatura).

Freio padrão e embreagem mais leve

O circuito de freio dianteiro é padrão, “nada de especial”, a equipe Wieczoreck GP Racing nos diz o que significa o cilindro mestre de freio Brembo e as pinças de freio dianteiros e traseiros. Alguns motociclistas optam por uma mangueira de freio dianteiro com uma sensação mais forte, mas Ty não é fã e a parte também é mais pesada, dizem eles.

Uma diferença é a alavanca da embreagem mais leve. A equipe montou um cilindro mestre de embreagem de 9 mm de diâmetro em vez do cilindro padrão de 8 mm para facilitar a tração da embreagem neste esporte, tão repleta de bombadas.

As rodas e os raios são do tipo Excel da moto padrão. Os pneus Metzler Six Days Enduro são de um composto macio em todas as rodas e mousses.

“Nós mudamos depois da rodada espanhola, agora é mais suave do que lá”, diz Schmidt. “Principalmente porque ele prefere que seja mais macio, nos EUA ele usa pneus Kenda, que são bastante macios, mas não têm aprovação da FIM, por isso tentamos nos aproximar da mesma sensação com o Metzeler”.

Como é muito comum em todo esporte, os equipamentos dos profissionais recebem muito investimento em equipamentos e preparação para tornar o atleta mais competitivo. Mas nesse caso, a moto da marca italiana TM que Cullins utiliza é praticamente original, porque a fabricante oferece ao mercado uma motocicleta de ponta, com as melhores peças do mercado.

As alterações nos detalhes da 300 TM  dois tempos são simples, mas eficazes, com base na experiência e na configuração pessoal de Ty. Não é fácil chegar a um continente diferente para competir no cenário mundial em série e com estádios maiores, torcedores mais agitados e luzes mais brilhantes, iluminando um jovem piloto.

Mas a equipe está acostumada com este jogo e está cuidando de Cullins, que certamente está se destacando no cenário mundial. Tudo o que ele precisa fazer agora é seguir a tendência estabelecida por Haaker e Webb e retomar o título para a América do Norte. Como os dois pilotos já sabem, isso não é uma tarefa fácil.

Photo Credit: Enduro21/Andrea Belluschi

 

 

 

 

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